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Quando pedir empréstimo para empreender?

Você vinha tocando sua vida tranquilamente, com salário, tudo planejado, as contas em dia, mas deu aquele comichão do empreendedorismo e você resolveu montar o seu negócio próprio. Será que vale a pena largar a tranquilidade e a previsibilidade do emprego? Será que vale a pena se endividar para começar um negócio próprio? É sobre isso que eu quero falar  hoje, me baseando em algumas perguntas.

Você já pensou em empreender?

Vale a pena pegar um empréstimo para abrir um negócio que pode ter rentabilidade imediata, nesse momento? eu já lhe digo que não vale a pena você correr atrás de crédito, porque não há segurança nessa informação. O importante quando se fala em abrir um negócio é você estruturar um plano de negócios, normalmente se chama pelo termo em inglês, “Business Plan”, que é um plano em que você faz um estudo do mercado em que você vai atuar, entendendo quem são os concorrentes diretos e indiretos, quanto você cobraria pelo produto, se o consumidor está disposto a pagar ou não, eventuais barreiras para você conseguir ter sucesso nesse negócio, e todo um planejamento financeiro do quanto vai  investir, do quanto vai se faturar dentro de um cenário favorável, desfavorável ou um cenário mais previsível, quando vai ter de custo, despesas e quanto haverá de lucro, e também quanto desse lucro será reinvestido no negócio, ou seja, um bom plano financeiro que eu ensino a montar no livro “Empreendedores inteligentes enriquecem mais” que foi feito exatamente para isso. Agora, quando você me fala que o seu negócio pode ter rentabilidade imediata, eu sinto aqui um certo grau de incerteza.

Quais tipos de empréstimo existem? Como escolher o melhor?

Quando que você corre atrás do crédito?

Decidiu montar um negócio, é ideal que você injete recurso, seus, de um sócio, de alguém que esteja capitalizando esse negócio, que você não assuma custos certos diante de receitas incertas. Esse é o primeiro ponto fundamental: Você vai assumir custos, quando tiver uma boa perspectiva das receitas. Quando você começa com o seu negócio modesto, pode ser uma pequena empresa de transportes, uma pequena cozinha pseudo-industrial, uma produção de roupas, algo artesanal, não importa o que seja, você tem uma escala limitada pela falta de investimento. Essa escala limitada é onde você vai procurar a dar o máximo de qualidade possível no produto para usar essa qualidade, o reconhecimento do seu pequeno público, para poder divulgar a sua capacidade para uma negociação maior. De repente, se você cozinha brigadeiro para vender na porta da escola, esses brigadeiros serão vendidos, daqui um tempo, em grande quantidade para um supermercado, para uma rede de hipermercados, uma rede de padarias, digamos. Só que, você não vai conseguir atender porque você tem uma estrutura que apenas permite produzir brigadeiros em pequena escala. Nesse momento, em que você tem uma negociação avançando, em que você vai assinar um termo de intenções, um comprometimento de uma assinatura de contrato, é nesse momento que você vai atrás de um financiamento para comprar um equipamento de larga escala e sabendo que esse contrato vai sair, você vai começar a dar produção para alimentar esse contrato, ou seja, você faz a dívida quando tem a receita. Se eu tivesse uma frota de caminhões, eu procuraria dar um maior uso possível aos meus caminhões até que, de repente, surja uma rota nova, uma encomenda de frete frequente em uma rota que não estou acostumado a trabalhar, por ter uma encomenda de uso de caminhão, vou financiar um caminhão novo para atender esse cliente. Eu faço a dívida para atender um contrato, não faço a dívida para tentar convencer o mercado a comprar aquilo que eu tenho, que isso fique muito claro. Outro ponto fundamental: Vocês têm que lidar com uma dificuldade de transição de carreira. Se você e seu marido estão empregados, uma situação de estabilidade. Certamente, abrir mão dessa estabilidade para investir em um negócio próprio significa abrir mão também de parte da renda, então tem um exercício de finanças pessoais a ser feito do que vai ser simplificado na rotina, considerando como se fosse um desemprego, em que vocês vão abrir mão de uma parte dos ganhos para poder trabalhar em um negócio sem tirar recursos desse negócio.

Se você têm uma reserva em renda fixa que não vai ser usada no negócio, é aquela reserva para, talvez, manter os gastos da família nesse período de desenvolvimento do negócio. Perfeito, lição de casa feita, mas pode ser que o prazo de maturação do negócio seja maior do que o esperado. Então a parcimônia é recomendada, reduzir o estilo de vida, economizar e na medida do possível, sobrepor atividades. Seu marido deixa o emprego, vai começar a investir em um negócio próprio, você vai continuar garantindo a renda da família com o seu salário, com o seu ganho e no momento que perceberem que o negócio decolar, você deixa a sua carreira para se dedicar ao negócio. Tanto na primeira migração quanto na segunda, haverá uma queda no estilo de vida, uma queda no custo de vida, na renda disponível para pagar o custo de vida, mas sendo bem organizada, será o passo importante para, lá na frente, ter um negócio sensacional. Alguns cuidados têm que ser tomados como reinvestimento no negócio, como todo um cuidado do planejamento para evitar que concorrentes cresçam no mesmo ritmo que vocês, como eu falei no livro “Empreendedores inteligentes enriquecem mais” eu explico esses detalhes, convido à leitura, a todos aqueles que estão nessa fase de migração de carreira, mas a recomendação base nessa situação é: equilíbrio e não assumir despesas certas quando você tem ganhos incertos. É assim que se empreende, ousando, sim, nos passos dados na vida, mas com cuidado financeiro para não fazer desses passos mais ousados, uma grande bobagem, vai colocar vocês em uma dificuldade financeira que vocês não precisam ter.